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domingo, setembro 22, 2019

AUTOMUTILAÇÃO SEM INTENÇÃO SUICIDA

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A cena pode parecer comum: jovens usando camisas de manga comprida em pleno calor ou adolescentes com os braços enfaixados. O que poucos sabem é que por ‘debaixo dos panos’ existe uma dor silenciosa, manifestada em mutilações pelo corpo. Trata-se da AUTOMUTILAÇÃO SEM INTENÇÃO SUICIDA, um comportamento destrutivo e sorrateiro que tem se estendido pela população do país.
O método mais predominante no mundo, inclusive no Brasil, são cortes em alguma região do corpo, geralmente, nos braços, pernas e barriga. “Infelizmente, a maioria dos pais sequer percebe que os filhos estão se cortando com lâminas de barbear, canivetes ou outros objetos cortantes”, revela e ressalta que a dor dos adolescentes que se mutilam é enorme. “E, por isso, os pais e outros adultos cuidadores anseiam por orientações que acalmem a própria angústia, possibilitando um apoio adequado ao jovem; mesmo por que, na maioria das vezes, eles descobrem a situação da automutilação bem após a mesma ter iniciado”.
Embora possa parecer estranho, a automutilação entre os jovens pode ocorrer como se fosse uma ‘modinha’, ou seja, quando alguém no grupo experimenta e acaba sendo seguido pelos outros jovens. “Por ser uma experiência dolorosa, a maioria dos adolescentes interrompe o comportamento, porém, quando o mesmo persiste, geralmente é por estarmos diante de um jovem que vive um grande sofrimento emocional, que busca na dor física uma justificativa”.
Pais e responsáveis ao descobrirem a automutilação dos filhos, o primeiro passo a ser adotado é buscar manter a calma. “Se reação for de pânico e desorientação poderá agravar ainda mais a sensação de desconforto do adolescente. Dizer apenas para que pare de se cortar também terá pouco efeito. No entanto, retirar do alcance objetos cortantes podem ser de suma importância, tendo em conjunto uma postura disponível para escutar as preocupações do filho, dando-lhe espaço para partilhar o que sente, porém, sem obriga-lo”. No entanto, simultaneamente, é fundamental encaminhá-lo a um profissional qualificado, com objetivo de aprender e aplicar novas estratégias, e mais adequadas, para o controle emocional do adolescente.
“A psicoterapia visa ajudar o adolescente a procurar outras formas de lidar com as frustrações. Permite ajudar a identificar os problemas implícitos que provocam os comportamentos automutiladores. A terapia pode, também, ajudar a gerir melhor a angústia/preocupação, ajudar a regular a impulsividade e outras emoções. Aumentar a autoestima, melhorar os relacionamentos, e desenvolver capacidades/aptidões de resolução de problemas mais assertivas”.
Fonte: https://folhadonortepr.com.br/automutilacao-na-adolescencia-como-ajudar/

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Marina Harmatiuk
Marina Harmatiuk
Marina Harmatiuk formada em Psicologia pela Universidade Estadual do Centro Oeste em 2009 se especializou em Psicologia Clínica Pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná PUC-PR. Trabalha com Psicologia Clinica a 10 anos, hoje atende na Rua 07 de Setembro 10.