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domingo, setembro 22, 2019

Fotografia em cinema?

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Vem entender como essa mágica acontece.

“Nossa eu adorei a fotografia desse filme”. Imagino que muitos se perguntam o que isso quer dizer quando ouve do seu amigo cinéfilo. O primeiro possível pensamento é que um filme teoricamente parece não ser feito por fotos e sim por sequencias que envolvem movimentos contínuos. A primeira ideia importante em um primeiro contato com o termo é pensar que no caso do cinema, a fotografia geralmente traduz o sentimento, é como se as escolhas visuais que um diretor faz, nos contassem uma história complementar, nos ajudassem a compreender um universo, ou nos despertassem alguma sensação.
O setor de fotografia num filme está ligado à detalhes como: a estrutura de planos (basicamente o ângulo de onde a câmera vê o objeto em cena), o tipo de luz utilizada, o enquadramento (como a cena é “cortada” na tela), a qualidade da imagem, o contraste, as lentes utilizadas e os mais visíveis ao espectador: os filtros, que são as cores, os tons da imagem. É fato de que as cores podem influenciar na estado de espírito da cena (drama, comédia, romance), na temperatura (calor, frio, tempo nublado) ou mesmo no tempo (aparência de cenas antigas, ou lembranças, os famosos flashbacks).
Um filme que contém uma boa fotografia já ganha pontos para premiações. No Oscar por exemplo, existe uma categoria específica pra isso! Não é apenas filmar, editar e pronto. Assim como quando a trilha sonora é escolhida, antes é preciso sentar e discutir sobre do que o longa se trata e então decidir como será a fotografia empregada. Quer um exemplo claro e perfeito de uma ótima fotografia em cinema? Assista o Fabuloso Destino de Amélie Poulain ou os filmes de Tim Burton.
Filmes de Tim Burton
Dentro do universo de realismo fantástico, os filmes de Tim Burton possuem sempre uma morbidez que também é sugerida por tons cromáticos frios: o roxo, o bordô, o cinza, o preto e o branco são cores frequentemente usadas tanto nos cenários quanto nos figurinos dos atores e servem de auxílio para os ambientes “fantasmagóricos” criados pelo diretor. No caso do branco, existe uma palidez comum nos personagens que quase sempre conversam com a morte, e a cor acaba recebendo um realce especial para que essa ideia se reforce em uma fotografia gélida e obscura.
Confira em: “Edward mãos de tesoura”, “A lenda do cavaleiro sem cabeça”, “Alice no país das maravilhas”, “Sombras da noite”, “Batman – o retorno, A noiva cadáver”, “Os fantasmas se divertem”.

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Francielli Souza
Francielli Souza
Publicitária e Apaixonada por Filmes e Séries