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sexta-feira, dezembro 13, 2019

Suicídio

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No Brasil, estima-se que 5.0 a 9.9 mortes por 100 mil habitantes em 2018 tenha como causa o suicídio. Esse número representa uma parcela significativa da taxa de mortalidade geral.
Estima-se que, anualmente, a cada adulto que se suicida, pelo menos outros 20 possuem algum tipo de ideação ou atentam contra a própria vida. O suicídio representa 1,4% de todas as mortes em todo o mundo, e entre os jovens de 15 a 29 anos, é a segunda principal causa de morte. (OMS, 2017).
As situações de maior risco estão relacionadas a abusos e violências interpessoais como bullying, cyberbullying, depressão, transtornos de ansiedade, Síndrome de Burnout, além de outros transtornos decorrentes ou vinculados a quadros de impulsividade. Para além do diagnóstico clínico psiquiátrico, o principal motivo que leva a decisão por interromper a própria vida decorre do esvaziamento do sentido de viver.
Por que valeria a pena viver se a dor, solidão, desesperança e tristeza são maiores do que a força que mantém a pessoa viva?
Alguns sinais de alerta
Afastamento familiar, não sentimento de pertencimento, baixa autoestima, pouca flexibilidade para enfrentar adversidades, até isolamento social e desesperança (BOTEGA, 2015).
• Mudanças marcantes de personalidade e hábitos;
• Comportamento ansioso, agitado ou deprimido;
• Piora no desempenho escolar, no trabalho e em outras atividades que costumava manter;
• Afastamento de familiar e amigos;
• Perda de interesse em atividades de que gostava;
• Descuido da aparência;
• Perda ou ganho inusitado de peso;
• Mudança de padrão de sono;
• Comentários autodepreciativos persistentes;
• Comentários negativos em relação ao futuro, desesperança;
• Disforia marcante (combinação de tristeza, irritabilidade e acesso de raiva);
• Comentários sobre morte, sobre pessoas que morreram, e interesse por essa temática;
• Doação de pertences de valor e estima pessoal;
• Expressão clara ou velada a respeito do desejo de morrer ou de pôr fim à própria vida.
O que você pode fazer?
Segundo o psiquiatra da Rede Brasileira de Prevenção do Suicídio Carlos Felipe Almeida D’Oliveira, o ideal é conversar com a pessoa e não deixá-la sozinha. Ao conversar, procure não falar muito e ouvir mais, já que muitas vezes a pessoa só precisa ser ouvida. “Se possível, acompanhe-a a um profissional de saúde e peça orientação”, diz. Outra medida é retirar acesso de ferramentas potencialmente destrutivas dentro de casa – como arma, remédios e substâncias tóxicas – para evitar o uso delas em um impulso.
Fonte: https://www.mdh.gov.br/

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Marina Harmatiuk
Marina Harmatiuk
Marina Harmatiuk formada em Psicologia pela Universidade Estadual do Centro Oeste em 2009 se especializou em Psicologia Clínica Pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná PUC-PR. Trabalha com Psicologia Clinica a 10 anos, hoje atende na Rua 07 de Setembro 10.
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