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segunda-feira, maio 23, 2022
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Santo, santo, santo!

Falar sobre santidade é muitas vezes um tabu e talvez seja porque é uma característica subjetiva até certo ponto já que pode ser avaliada por diferentes aspectos de cada doutrina e cultura social. Santidade é vista muitas vezes como sinônimo de ganhar salvação através de merecimento. Para outros, santidade “cheira” a legalismo moralista, isto é, santidade demanda uma longa lista de proibições. Finalmente, para alguns, santidade denota uma perfeição inatingível, uma doutrina desanimadora que não prega nada senão o pecado e que exige uma perfeição radical.

A cultura brasileira como um todo, tem para si um conceito enraizado de santo que provém da doutrina católica apostólica romana. Para o cristianismo católico romano, “santo” é todo aquele que já está no céu, junto de Deus, aguardando a segunda vinda de Cristo e são as pessoas que desempenharam uma obra admirável ou cuja vida serviu de testemunho aos demais. Na verdade essa influência cultural leva a um viés na interpretação de santidade pelos cristãos protestantes até os dias de hoje, já que a essência da palavra na Bíblia não carrega consigo um entendimento de reconhecimento póstumo apenas.

Na verdade a Bíblia se refere, em primeira instância, aos santos como aqueles que tiveram contato com a verdade libertadora imbutida em Jesus Cristo. A santificação do homem se dá no ato do encontro com Cristo, na sua conversão. Está ligada à experiência do novo nascimento no momento em que o passado de pecado e culpa foi apagado. A santificação, para ser real, precisa ser evidente também aos que estão ao seu redor. A santidade precisa ser algo gritante e contrastada com o meio em que vivemos e tem haver com minhas atitutes – O SER PARA ENTÃO FAZER.

Na sociedade, como um todo e obviamente com efeito na igreja, a influência da cultura do fazer sem ser, vem em forma de processos e técnicas que ensinam o que fazer mas sem estar embasado pelo ser. Ela nos ensina a aparentar aquilo que não somos para obter aquilo que queremos.
Exatamente por isso, falar de santidade sem mencionar caráter é impossível. Eles estão conectados por uma via de mão dupla e portanto características como integridade, humildade, fidelidade, temperança, coragem, justiça, paciência, honestidade, persistência, simplicidade e especialmente, fazer aos outros o que desejamos que nos façam, são sinais claros de santificação.

Dessa forma, ser santo extrapola a esfera espiritual do indivíduo e vai além das suas crenças.

Faça parte dessa cultura.

A Cultura do Reino.

Deus te abençoe!

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